A Poesia como manifestação do belo: antologia, 29 de abril – O verso da violência

A poesia – a manifestação do belo – mesmo diante da violência

Você que gosta de poesia, de repente estava à toa na vida e não percebeu o que aconteceu e pergunta: – Percebeu o quê?

Nós sussurramos : “Que o governo do Estado do Paraná agiu com violência contra os professores no dia 29 de abril de 2015, ora bolas!

E você, nesse curto diálogo, apreciador profundo das palavras, poderia ainda insistir: “E eu com isso? Sou amante da arte e não da violência!“.

Pois é, também somos… caro amigo… Nessa linha de tipos impressos e expressos, o que posso dizer? Se bons frutos emergiram daquela violência, então vamos apreciá-los e não é que uma obra se destacou… “antologia, 29 de abril – O verso da violência”.

Esse foi um esforço voluntário, sem intenções lucrativas, de um grupo de gente de bem. Doação de muitas horas de trabalho, de dedicação intensa, de demonstração de quem se importa com a arte e com a história.

O fruto assim surgiu, uma obra, um livro de 200 páginas, imagine só! Todo ilustrado, com fotografias interessantes. E ainda há mais… 80 poemas, 12 depoimentos, excelente projeto gráfico e muito, mas muito carinho envolvido no processo.

Louvável a ação de uma Editora independente que disponibiliza isso tudo por apenas R$ 15,00. Isso mesmo! Apenas quinze reais – valor de algumas passagens de ônibus em Curitiba – para um registro histórico de importância ímpar.

É claro que já garanti o meu exemplar – e olha que penso seriamente em dar de presente outros tantos.

Da minha parte – sou grato que pessoas assim ainda existam – doando sua força em prol de uma coletividade. Parabéns aos poetas, aos depoentes, aos fotógrafos, a Editora Patuá e toda a equipe envolvida.

O lançamento virtual aconteceu no facebook no último dia 4… -> em https://www.facebook.com/events/1474759149504984/ 

Entretanto, estou muito confiante, que isso foi apenas um tímido início de um promissor trabalho.

E viva a poesia! E viva a arte!

Levis Litz

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Porto Art Fest – Um Exposição Coletiva

169 obras, 169 autores: uma só Árvore no Museu Nacional do Porto

A Cooperativa Árvore leva até ao Museu Nacional Soares dos Reis 169 obras originais dos seus associados! Uma exposição Coletiva que vai na sua XXIX edição e que este ano integra a Porto Art Fest.

Até 20 de setembro o Museu Nacional de Soares dos Reis acolhe a XXIX Exposição Coletiva dos Sócios da Árvore que reúne um conjunto de 169 obras originais – pintura, escultura, fotografia, cerâmica, tapeçaria, desenho, obra gráfica, entre outras.

Esta iniciativa que a Cooperativa Árvore promove todos os anos junto dos seus associados, convida à participação de todos os sócios criadores em todas as formas de expressão, reunindo artistas com percursos consagrados, como Albuquerque Mendes, José Rodrigues e Jorge Pinheiro, novos valores e amadores, afirmando a importância e a vitalidade de um coletivo que participa com alegria e empenhamento, manifestando ainda a sua solidariedade e tolerância.

Esta exposição é também uma homenagem e uma memória de todos aqueles que já não estando presentes fisicamente, marcam presença através da dádiva do seu talento ou a inesquecível liberdade de participação e apoio que partilharam sempre com a instituição e o seu projeto.

Este ano integra o programa do Porto Art Fest, o projecto de colaboração entre as duas instituições, Museu Nacional de Soares dos Reis e Árvore, que oferece um programa diversificado de iniciativas artísticas e culturais à cidade.
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Dados sobre a exposição:

De: 30 de julho e até 20 de setembro
Horário de abertura: terça a domingo, 10h – 18h30
Local: Museu Nacional Soares dos Reis, Porto

Nº de artistas: 169
Nº de obras expostas: 169 obras originais
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Curitiba – 29 de abril de 2015 – O Massacre dos Professores

 Relatos, fotos e impressões do massacre dos professores, ocorrido em 29 de Abril em Curitiba, está disponível para leitura e cópia. Distribuição Dirigida e Gratuita.

Disponível para leitura em: ​

http://www.youblisher.com/p/1187966-O-Massacre-dos-Professores-29-de-abril-2015/

​Disponível para baixar, tanto para salvar no computador, como para imprimir cópias para a inclusão de um acervo pessoal e/ou de bibliotecas no 4Shared em http://www.4shared.com/office/90LESxELce/29_de_Abril_-_Publicacao_-_Int.html
ATENÇÃO: quando o  4Shared abrir clique apenas na palavra “BAIXAR” que está ao lado da palavra “COMPARTILHE“, pois as outras são propagandas.
 
Enfim, esta é uma forma de perpetuar o testemunho daquele fatídico dia para História do Paraná. 

O Massacre dos Professores – 29 de Abril – Página 12 de 20.

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Salve as Florestas – Desafio

Recebi um e-mail do GreenPeace assinada pela atriz Letícia Spiller. É óbvio que a mesma não foi pessoa-a-pessoa (risos), mas seu conteúdo é bem sério e, por isso, além de assinar a Petição, resolvi compartilhar com vocês:

————–
“Olá Levis,

Sempre tive uma ligação muito forte com a natureza. Mas em minhas viagens o que vi e vejo na Amazônia em termos de desmatamento é aterrorizante e assustador! É inacreditável! Como chegamos a isso?

Esse assunto é muito sério e as pessoas precisam acordar com relação a importância das florestas para o nosso futuro, não há mais tempo a perder. Por isso precisamos de uma lei para proteger nossas florestas. Uma lei que garanta o Desmatamento Zero! 

Me envolvi nesta campanha porque acredito que podemos criar um futuro melhor para os nossos filhos e para as gerações futuras protegendo os bens mais preciosos do planeta: nossas florestas. Pois verdadeiramente acredito que se cada um fizer a sua parte construiremos esse futuro melhor, para todos nós.

Nossas florestas não podem mais ser destruídas. Eu quero floresta em pé, água fresca, clima ameno e Desmatamento Zero. E você? Participe, assine a petição.

Letícia Spiller 
Embaixatriz das florestas do Greenpeace Brasil.
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Para saber mais -> http://desafio.salveasflorestas.org.br


Outro momento imperdível – em Curitiba – para quem gosta de boa música: Ana Cañas.

Captura de Tela 2015-07-07 às 10.05.25A próxima atração do Trajeto Lumen ao Vivo, realização Lumen FM e Shopping Curitiba, é a cantora Ana Cañas. Mais uma atração que marca os 10 anos de aniversário da Lumen FM!

O evento gratuito está marcado para dia 23 de julho, às 18h, no Shopping Curitiba e conta com pocket show, bate-papo com o público e sessão de autógrafos. O Trajeto Lumen ao Vivo também será transmitido ao vivo pela Rádio Lumen FM (99.5).

Ana Cañas faz o show de lançamento do seu quarto disco, “Tô na Vida” (Som Livre/Guela Records). Produzido por Lúcio Maia (Nação Zumbi) em parceria com Ana e mixado por Mario Caldato Jr, é o primeiro disco totalmente autoral da carreira da cantora e traz parcerias com Arnaldo Antunes, Dadi, Pedro Luís e Lúcio.

A cantora e compositora paulistana lançou, em 2007, o seu primeiro disco, “Amor e Caos”. Dois anos depois, lançou “Hein?”, disco produzido por Liminha e que contou com “Esconderijo”, canção composta por Ana, eleita entre as melhores do ano pela revista Rolling Stone e que alcançou repercussão nacional por integrar a trilha sonora da novela “Viver a Vida” de Manoel Carlos, na Rede Globo.

Ainda em 2009, grava, a convite do cantor e compositor Nando Reis, a bela canção “Pra Você Guardei o Amor”. Em 2012, Ana lança o terceiro disco de inéditas, “Volta”, com versões para Led Zeppelin (“Rock’n’Roll”) e Edith Piaf (“La Vie en Rose”), além das inéditas autorais “Urubu Rei” (que ganhou clipe dirigido por Vera Egito) e “Será Que Você Me Ama?”. Em 2013, veio o primeiro DVD, “Coração Inevitável”, registrando o show que contou com a direção e iluminação de Ney Matogrosso.

No novo show, Ana Cañas (voz e guitarra) sobe no palco acompanhada por Lúcio Maia (guitarra solo), Fabá Jimenez (guitarra base), Fabio Sá (baixo) e Marco da Costa (bateria). No repertório, além dos sucessos de sua carreira, as inéditas “O Som do Osso” (Ana Canãs/Lúcio Maia/Pedro Luís), “Um Dois Um Só” (Ana Canãs/Arnaldo Antunes), “Hoje Nunca Mais” (Ana Cañas/Dadi) e a faixa-título, parceria de Ana com Arnaldo Antunes e Lúcio Maia.

“’Tô na Vida’ é um disco de rock e baladas. Isso é o que eu sou.”(Ana Cañas)

SOBRE O TRAJETO LUMEN AO VIVO
A Rádio Lumen FM realiza o projeto “Trajeto Lumen ao Vivo” desde 2011 com intuito de fomentar e divulgar a cultura em Curitiba e aproximar artistas do público curitibano. Em 2013, o projeto passou a contar com a parceria do Shopping Curitiba, e já está na quarta temporada. Ao longo de 2014, o “Trajeto Lumen ao Vivo” trouxe nomes como Ellen Oléria, Wilson Simoninha, Ronaldo Fraga, Paula Lima, Luiza Possi, Fernanda Takai, Jorge Vercillo, Vander Lee, Luciana Mello, Negra Li, Paulinho Moska, Suricato, Nenhum de Nós, Ivan Lins, Humberto Gessinger, entre outros.

Serviço:

O quê: “Trajeto Lumen ao Vivo” com Ana Cañas;
Quando: dia 23 de julho, às 18h.
Quanto: gratuito
Onde: Shopping Curitiba

Sessão de autógrafos: As senhas serão distribuídas a partir das 10h do dia 23/07 no shopping.

Mais informações na Lumen FM:

Tel: (41) 3271 -4700 | facebook.com/lumenfm | @lumenfm | lumenfm.com.br


“Crônica” – Pensando no dia  29 de abril e no 1º de maio:

PM - Artigo Adalberto

Quarta-feira Sangrenta – 29 de Abril. Foto: Levis Litz 

Texto: Adalberto Fávero

Propósito, uma loa à praça, aos trabalhadores e ao cívico:

Na atualidade a voz da razão está cada vez mais baixa. O processo de humanização foi e é um movimento permanente para encontrar o homem. Foram, no mínimo, dois séculos e meio de lutas intensas para a conquista dos direitos sociais e pelo livre arbítrio pleno.

O que se vê hoje com o avanço conservador, a desregulamentação dos direitos adquiridos, o desprezo crescente à vida e as posições políticas cada vez mais mornas é uma degenerescência da civilização e da humanização: é a barbárie.

A racionalidade do mercado impõe-se sobre os direitos humanos e sobre a política como ação pública pela causa comum.

O cívico e os centros cívicos passaram a ser apenas um espaço simbólico no imaginário das lutas sociais e das representatividades políticas.

Esse novo estado de coisas apenas satisfaz a necessidade de indivíduos encastelados neles mesmos e em seus próprios interesses; reduz o cidadão a consumidor sem pátria e sem instâncias intermediárias que o acolham na defesa de seus direitos; age por exclusão, onde o trabalho é descartável e o trabalhador é descartável; opera por lutas e guerras estendidas à sociedade pela competição e/ou pela violência policial preventiva… O resultado é a diminuição do Estado na área dos direitos sociais e políticos: de novo, a barbárie.

A paz desejada pela elite econômica, política, administrativa e policial, nesse novo jogo de exclusão do coletivo, é a paz do cemitério.

Nosso horizonte precisará, agora, voltar a ser metade razão, metade paixão e metade mistério para reconstruir os imaginários e horizontes perdidos, pois sabemos que perpetuar uma educação pobre é perpetuar a pobreza e matar a dignidade do trabalhador.

Assim, vamos indo para o amanhã com dor e tristeza, com fome de esperança e o sangue no rosto pela luta e não dá para dormir com o estômago acordado.Não dá para dormir quando se quer fazer desfalecer o futuro.

Esse pode ser um tempo de caminhos cansados e quando é assim não existe cedo e nem amanhecer. Vão se estraviando os sentidos.

Por isso, gostaria de terminar essa “crônica” a tempos de nuvens escuras e aos lutadores do futuro e do direito á vida e educação digna, com a lembrança de um mestre em contar a vida, a luta e as histórias desse continente, Eduardo Galeano: “O medo seca a boca, molha as mãos e mutila.O medo do saber nos condena a ignorância. A ditadura militar, medo de escutar e medo de dizer, nos converteu em surdos e mudos, Agora a democracia, que tem medo de recordar, nos adoece de amnésia; mas não se necessita de Sigmund Freud para saber que não existe tapete que possa ocultar a sujeira da memória.”

Que esse dia desamarre nossas vozes e não nos permita desonhar nossos sonhos.

Adalberto Fávero
Professor


7 de Abril – Dia do Jornalista

Para muitos o jornalista é testemunha ocular da história.
Para outros, é um narrador do seu tempo.

“A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro.”, Gabriel García Márquez

“O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.”, Cláudio Abramo

“Jornalismo é como se fosse um fio, que liga as pessoas ao mundo.”, Calebe Lamonier

“A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literatura não é lida.”, Oscar Wilde

 “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”, George Orwell

“O jornalismo moderno tem uma coisa a seu favor. Ao nos oferecer a opinião dos deseducados, ele mantém-nos em dia com a ignorância da comunidade.”, Oscar Wilde

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